Em nossa cultura, uma aura de romantismo envolve o casamento, pintando-o como instrumento de libertação e da felicidade, o outro se torna responsável pela realização dos sonhos do seu parceiro; deve compensar carências, através dos papéis que exerce, sendo que tal papel, em alguns casos, deve coexistir, mesmo que incompatíveis entre si.
Minha questão é a seguinte: por que será que o casamento tão sonhado é diferente do casamento de fato? Provavelmente isso ocorre por haver um despreparo da pessoa para o casamento, devido às promessas de felicidade eterna. Vamos considerar os clássicos finais dos contos de fadas: “casaram-se e foram felizes para sempre”.
Em uma relação entre adultos, os fatos nem sempre correspondem aos desejos e não basta desejar para que a satisfação se concretize. Pelo contrário, muitas vezes é preciso desprender uma grande soma de energia para que determinados objetivos se realizem.
É fundamental que cada um pense o que espera de seu parceiro, quais são seus próprios desejos, expectativas e objetivos, tanto individuais como comuns.
Um casamento envolve muitas questões, além da atração, amor, romantismo e desejo de ficar juntos.
É preciso haver respeito, companheiros, cumplicidade e interesses comuns, considerando a individualidade de cada um. Muitas vezes por não levarem em conta essas questões, juntando a falta de tolerância e paciência, os casamentos tendem a fracassar.
Fonte:
Cida Lessa
Psicóloga e psicanalista
sosnoivas@pontodosnoivos.com.br
www.apoiopsi.com.br
www.psicologosempinheiros.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário